Fitoterapia: Significado, história e importância

Não é de hoje que usamos as plantas como remédios. A Fitoterapia, queé o “Tratamento ou prevenção de doenças por meio do uso de plantas medicinais”, segundo o Dicionário Aulete, tem uma história antiga.Saiba mais sobre Fitoterapia no artigo de hoje!

A palavra Fitoterapia é uma junção de dois radicais gregos: “phyton”, que quer dizer planta, e “therapia”, tratamento.

As formas de atuação das plantas são bastante variadas, uma vez que elas possuem princípios ativos, isto é, compostos químicos sintetizados no metabolismo do vegetal, que proporcionam ação terapêutica.

O jeito de utilizar uma erva medicinal depende da doença que será tratada,  da parte da planta que será utilizada e do resultado desejado. Pode ser por meio de infusão, maceração, tintura, extratos (fluido, mole ou seco), decocção, pomadas, cremes, inalação, compressa, gargarejo, bochecho, xaropes ou cataplasma.

O Brasil tem um potencial incrível nesta área, mas muitas vezes subutilizado.

Praticamente todas as antigas civilizações já usavam as plantas como forma de alimento e/ou remédio. Isso bem antes mesmo da invenção da escrita.

Nem tudo foi perfeito, infelizmente. Aconteciam curas, porém, também ocorriam mortes ou, no mínimo, efeitos colaterais nas experiências com as ervas.

A prática surgiu provavelmente na pré-história, quando o homem começou a observar a conduta dos animais na cura de doenças e feridas.

Há indícios da Fitoterapia por toda a parte, sendo que o primeiro manuscrito a esse respeito é conhecido como Papiro de Ebers, de 1500 a.C. Seu conteúdo: descrição de centenas de plantas medicinais.

Do Egito à Grécia, as ervas são citadas nestes tipos de documentos. Um exemplo é o catálogo de aproximadamente 500 espécies vegetais feito por Teofrasto (372-285 a.C.), discípulo de Aristóteles (384-322 a.C.).

É claro que não poderia deixar de citar aquele que é considerado o pai da medicina, Hipócrates (460-361 a.C.). Ele, que era adepto das drogas de origem vegetal para tratar seus pacientes, deixou para as civilizações seguintes nada mais nada menos do que a mais objetiva e mais completa obra sobre uso das plantas com fins medicinais, aCorpus Hippocraticum.

O tempo foi passando e, a partir do século XIX, a terapia com plantas avançou consideravelmente, devido ao progresso do setor químico; com as descobertas científicas que possibilitaram analisar melhor, identificar e separar os princípios ativos.

Tal impulso permitiu ainda que, daquele período em diante, a Fitoterapia saísse da condição de “somente” tradição passada de geração para geração.

Fitoterapia

Ou seja, tornou-se ciência, alvo de estudos, aperfeiçoamento, ficou sofisticada. E, óbvio, continuou sendo aplicada por diferentes povos, porém, com mais embasamento técnico.

Por causa de seu caráter cultural, científico e até religioso, a Fitoterapia, sem dúvida, é de grande importância social.

Para você ter uma ideia da amplitude que a Fitoterapia tomou, a Organização Mundial da Saúde publicou três volumes de monografias a respeito das plantas medicinais. Os trabalhos passaram por grande revisão da literatura científica e análise sistemática de especialistas do mundo todo.

O objetivo da OMS: ajudar a atestar a segurança e a eficácia do uso da Fitoterapia nos sistemas de saúde.

E o Brasil não ficou de fora dessa história toda… criou o Programa Nacional de Plantas Medicinais e Fitoterápicos, em 2006, com a intenção de fornecer à população o acesso seguro e controlado das plantas medicinais, além de promover a sustentabilidade de sua biodiversidade, entre outras funções.

Embora venham da natureza, os princípios ativos das plantas não são isentos de efeitos adversos, contraindicações ou interações com outros remédios.

Por isso, o uso da Fitoterapia precisa ser consciente, acompanhado por quem entende do assunto. Principalmente quando aplicado em crianças, gestantes, idosos e portadores de doenças graves.

Consulte sempre seu médico!

Até breve…

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